Vários fatores, sendo um dos principais sua localização junto a duas importantes linhas férreas - a Central do Brasil e a Santos-Jundiaí, determinaram a configuração de sua paisagem urbana, característica preservada até hoje.
O bairro da Mooca, assim como o Brás, na zona Leste da cidade de São Paulo, teve na função industrial o seu traço mais marcante.
Vários fatores, sendo um dos principais sua localização junto a duas importantes linhas férreas - a Central do Brasil e a Santos-Jundiaí, determinaram a configuração de sua paisagem urbana, característica preservada até os dias de hoje.
Encontram-se ali quarteirões compactos em que se acumulam prédios grandes e pequenos, sem jardins e sem quintais, enormes edificações que chegam a ocupar quadras inteiras, chaminés de todos os tipos e tamanhos.
A concentração de vastos edifícios, particularmente junto à Estrada de Ferro Santos-Jundiaí é muito grande. São fábricas, depósitos, armazéns, construções destinadas ao embarque e desembarque de produtos que lembram uma região portuária.
As primeiras indústrias localizadas na região dedicavam-se à produção de bens de consumo voltados ao mercado interno. Destacavam-se as fábricas de tecidos de algodão, calçados, produtos químicos e farmacêuticos, móveis, produtos alimentícios, indústrias metalúrgicas e gráficas.
As mais conhecidas eram as Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, Cotonifício Crespi, Grandes Moinhos Gamba, Companhia de Calçados Clark, São Paulo Alpargatas, Frigorífico Anglo, Máquinas Piratininga e Companhia Antártica. Alguns dos antigos galpões têm hoje novo uso, revitalizando a Mooca sem alterar a paisagem e preservando o patrimônio edificado.
Fonte: Departamento do Patrimônio Histórico
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