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Subprefeitura Municipal de Lapa - .SP / subprefeituras / ... / dados / aspectos demográficos


 

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ASPECTOS DEMOGRÁFICOS

Características Sócio-Econômicas

A região administrativa da Lapa conta atualmente com uma população estimada em cerca de 480.000 habitantes, ou o equivalente a 4,2% da população total do município. Os distritos de Perdizes e Lapa concentram, juntos, mais da metade daquele total (30,1% e 23,8%, respectivamente). O restante da população distribui-se de forma relativamente homogênea entre os demais distritos da região.

As densidades demográficas são calculadas em relação apenas à área urbanizada de cada distrito e mostram que a densidade média na Subprefeitura-LA é pouco inferior àquela verificada para o município. Percebe-se ainda grandes discrepâncias quando se compara as densidades demográficas dos vários distritos que a compõem. Elas variam de 81 hab/há (em Vila Leopoldina) a 235 hab/há (em Perdizes).

Essa variação ocorre em função não apenas da população total de cada um dos seis distritos e da extensão de sua área urbanizada, mas sobretudo da forma de ocupação do solo. Assim, as variações observadas nas densidades demográficas dos diversos distritos da Subprefeitura-LA podem, em grande medida, ser explicadas pelas diferentes funções urbanas por eles desempenhadas.

Nesse sentido, vale sublinhar que a taxa de emprego, de um distrito ou de uma região, é equivalente à relação entre densidade de emprego e densidade demográfica. Em outros termos, essa taxa expressa a relação entre as funções residencial e econômica observadas em diferentes áreas da cidade; uma vez que ambos os índices implicam numa distribuição no espaço da população, em um, e dos postos de trabalho, em outro. Comparando com a taxa municipal, aqui tomada como referência de uma certa situação de equilíbrio entre funções, percebe-se na região da Lapa uma ocupação do solo com atividades econômicas superior ao que se verifica no conjunto da cidade. Sua taxa de emprego é de 0,81, com uma média municipal de 0,45 empregos/habitante.

Assim, o distrito do Jaguara pode ser incluído entre aqueles em que há um predomínio da função residencial. Sua taxa de emprego é de 0,32, contra a média municipal de 0,45. Já os da Barra Funda, Vila Leopoldina e Lapa apresentam-se como polos de emprego, com taxas bastante superiores a do município: respectivamente 1,20, 1,11 e 1,02. Por fim, observa-se um relativo equilíbrio de funções dos distritos de Perdizes e Jaguaré, com taxas pouco acima da municipal.

Pode-se exemplificar esse contexto através do processo de verticalização de certas zonas, presença de bairros exclusivamente residenciais (City Lapa), assim como pela presença de indústrias localizadas na várzea dos rios Tietê e Pinheiros, que ocupam grandes áreas nos distritos de Barra Funda, Lapa (parte baixa) Vila Leopoldina, jaguaré e Jaguara, onde as densidades são mais baixas (vide tabela 1). Já a densidade relativamente pequena observada na Lapa (101 hab/há.) pode ser associada ao desenvolvimento das funções comerciais no núcleo central do distrito.

Quanto ao padrão da renda familiar, também se observa uma grande heterogeneidade entre os seis distritos, sobretudo se a referência for a renda média, que varia entre 11,2 salários mínimos no Jaguara e 21,7 salários mínimos em Perdizes. Para o conjunto da Subprefeitura-LA esse valor corresponde a 17,9 salários mínimos, superior, portanto, à renda média verificada para o município de São Paulo (12,8 s.m.) e para a região metropolitana (11,7 s.m.). Isso se explica pela maior participação percentual dos estratos médios na população da Lapa, em comparação a outras áreas da cidade.

Observando-se o gráfico 1 essa característica fica evidente, na comparação dos percentuais correspondentes aos extratos de rendas média alta e alta. Na região da Lapa 20,4% dos moradores pertencem a famílias com renda mensal entre 8 e 15 salários mínimos (25,5% no município e 26,6% no município e apenas 25,2% na região metropolitana).

É importante que se aponte o fato de que a variação de renda média, verificada na comparação entre as populações dos diferentes distritos, não tem como contrapartida uma maior homogeneidade interna a esses. O fato de determinado distrito possuir uma renda média alta, por exemplo, não quer dizer que a totalidade de sua população acompanhe a mesma tend6encia e se situe nos patamares sócio-econômicos superiores.

Reunindo mais da metade da população da região da Lapa, os distritos de Perdizes e Lapa apresentam uma distribuição de renda de sua população bastante heterogênea, marcada pela coexistência de diferentes segmentos de renda em seu território. Se, nesses, encontra-se concentrada mais da metade da população de renda familiar acima de 15 s.m. da região, também é neles que reside cerca de 45% da população de baixa renda de toda a Subprefeitura-LA. Assim, no caso da Subprefeitura-LA, a coexistência de segmentos bastante diferenciados na composição de sua população.

Há, todavia, distritos marcados pela dominância de um ou outro segmento no conjunto da população. Numa leitura da tabela 1, percebe-se que o distrito da Barra Funda concentra uma população de renda média e alta. Cerca de 55% das famílias que ali residem situam-se na faixa de renda acima dos 15 s.m. Também é expressiva sua população na faixa de renda mais alta (renda familiar de 30 s.m. ou mais): 21,7%. Quanto à participação dos segmentos de renda baixa na composição dos distritos, deve-se destacar os de Vila Leopoldina (44,6%), Jaguara (43,3%) e o do Jaguaré (40,2%).

O Jaguaré deve ainda ser lembrado por uma peculiaridade. Distrito onde se encontra instalada a maior parte da populaçào favelada da região, nele é bastante significativa a participação dos segmentos de renda familiar até 4 s.m. (28,9%). De outra parte, também é grande, em termos relativos, o segmento com renda familiar acima de 30 s.m. (22,1%), colocando novamente em tela a coexistência de extratos sociais bastante diferenciados.