A divisão em dois subsistemas, Estrutural e Local, é uma das principais transformações decorrentes da reorganização do sistema de transporte de São Paulo. Até então, a maioria das linhas estava programada para convergir para o centro da cidade, o que só contribuía para obstruir o fluxo de veículos nas principais ruas e avenidas.
Além disso, para chegar a um ponto próximo, dentro de uma mesma zona da cidade, muitas vezes o passageiro precisava ir primeiramente ao centro do bairro ou da cidade e, com isso, perdia muito tempo no trânsito.
Com o novo sistema, somente as linhas estruturais circulam pelas principais avenidas com destino ao centro e, assim, funcionam como a "espinha dorsal" da rede e norteiam o fluxo dos veículos coletivos. Em vez de concentrar todos os destinos finais dos ônibus nas ruas do centro da cidade, a proposta é integrar os serviços.
Assim, o sistema elaborado pela Prefeitura propõe, na sua malha estrutural, uma nova maneira de se deslocar pela cidade. O conjunto de linhas que passam pelas principais vias da cidade e forma o Subsistema Estrutural dá suporte aos fluxos de viagem que atravessam a metrópole. Essa reestruturação permite que o usuário, de posse do Bilhete Único, utilize até quatro veículos em suas viagens alternando trechos dos subsistemas Local e Estrutural com uma única tarifa, durante um período de duas horas.