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Transporte Coletivo

Subsistemas unificam o transporte coletivo municipal

O projeto para um novo sistema de transporte coletivo público na cidade de São Paulo, aprovado pela Câmara Municipal e transformado em lei em 2001, tem como principal objetivo oferecer aos passageiros menos espera nos pontos, mais conforto e economia, trajetos mais curtos e viagens mais velozes.

Para viabilizar esta proposta, a rede de atendimento foi dividida em dois subsistemas: o Estrutural e o Local. O primeiro corresponde aos principais eixos viários da cidade, para os quais convergem as linhas saídas dos bairros. Estas, somadas aos serviços de trajeto curto prestados no interior dos bairros, formam o Subsistema Local.

Em razão da grande demanda prevista, o Subsistema Estrutural prioriza a implantação de faixas exclusivas à esquerda com paradas no canteiro central. Desta forma, a circulação dos coletivos, que também têm portas à esquerda, não é interrompida pelos carros que entram ou saem das garagens ou fazem conversões à direita.

O que separa os corredores das outras faixas na pista é apenas uma marca amarela no solo. A fiscalização é feita por câmeras da CET e por dispositivos de localização (GPS) e de comunicação (GSM/GPRS), via satélite e telefonia celular, instalados nos ônibus. Nos terminais e pontos de parada, Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs) transmitem avisos de segurança e utilidade pública, e informam sobre os horários de partida e chegada dos coletivos.

Criados a partir de 2001, os “terminais inteligentes” são interligados pelo sistema GPS. Dez deles já utilizam hoje, na Capital, esta e outras tecnologias de informação e monitoramento em tempo real, que incluem um circuito fechado de TV para registrar permanentemente a chegada e a partida dos veículos e a movimentação dos pedestres nas plataformas.

Além destes terminais, mais de 300 estações de transferência, estruturas metálicas com 40 metros de comprimento e arquitetura padronizada, estão sendo instaladas nos pontos de maior confluência entre linhas estruturais e locais. Estes abrigos diferenciados permitem ao passageiro redirecionar seu trajeto com baldeações – que, com o Bilhete Único, podem ser feitas durante duas horas, ao preço de uma tarifa.

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