Clara Zetkin
Clara Eisner Zetkin, nascida em Wiederau, Sassónia, era jornalista e foi uma brilhante oradora. Trabalhou na organização do movimento feminista internacional proletário, participou da Comuna de Paris onde conheceu Louise Michel, Laura e Jenny Marx. Foi delegada da II Internacional, redatora do ?L´ugualianza? e no Congresso de Gotha, em 1875, debateu a questão feminina.
Na segunda Conferência de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, Dinamarca, em agosto de 1910, sob sua direção, foi feita a proposta de se definir um dia de luta das mulheres para todo o movimento socialista internacional. As delegadas aprovaram a organização de um dia internacional das mulheres, comemorado em datas diferenciadas nos diversos países durante os primeiros anos que se seguiram. Alguns anos mais tarde, no início de 1917, em Petrogrado, então capital da Rússia, sacudida pela fome e pelas dificuldades da guerra, uma grande mobilização de mulheres foi o estopim para um processo de grandes mobilizações e greves que deu início à Revolução Russa. Era o dia 8 de março, segundo o calendário ocidental.
Simone de Beauvoir
Nascida em 9 de janeiro de 1908 em Paris, Simone estudou Filosofia na Sorbonne, onde em 1929 iniciou sua convivência com Sartre. Sua obra constitui-se em romances, autobiografias e numerosos ensaios, entre os quais o clássico O Segundo Sexo, escrito em 1949, em que refletiu sobre a condição feminina opondo-se aos defensores do ?eterno feminino? e ressaltando que as diferenças entre os sexos têm origem cultural e não natural. Este seu ensaio foi ? e ainda o é, de certa maneira - uma referência para as reflexões das feministas e estudiosas das relações de gênero de todo o mundo. Foi uma ativa defensora dos ideais anti-colonialistas (notadamente a defesa da libertação da Argélia) e socialistas, assim como participante de ações pela liberalização do aborto e da contracepção. São parte de sua obra os romances A Convidada (o primeiro, publicado em 1943), Os Mandarins (1954) e As Belas Imagens (1966) e as obras autobiográficas Memórias de uma menina bem-comportada (1958), A força das coisas (1963), Balanço Final (1972) e A Cerimônia do Adeus (1981). Escreveu ainda Uma morte muito doce (1964) após a morte de sua mãe e A Velhice (1970), uma reflexão amarga sobre a indiferença aos mais velhos. Faleceu em 14de abril de 1986, também em Paris.
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