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APA Bororé-Colônia

Patrimônio Histórico-cultural

Segundo historiadores, a região na qual se localiza a APA Bororé-Colônia, era usada pelos indígenas como passagem entre o litoral e o planalto, traçando uma trilha que no período colonial recebeu o nome de Caminho de Conceição de Itanhaém.

Apesar de servir de passagem entre o litoral e o planalto, a vasta região situada entre o ribeirão Cocaia e a Escarpa da Serra do Mar, poderia possuir alguns poucos caboclos e indígenas espalhados pelo território, mas somente será ocupada efetivamente com a implantação da Colônia Alemã entre os ribeirões Taquacetuba e Vermelho. Esta foi uma das primeiras experiências de implantação de uma colônia no Império brasileiro.

A partir dos alemães, Santo Amaro passa a ser considerado o "celeiro da capital", sendo o único município da província a produzir batatas, além de fornecer arroz, feijão, milho e mandioca a São Paulo. Também comercializavam no Mercado de São Paulo gado, aves, mucuta (canela e lenha), madeira e carvão.

Eles fundaram vilas (Cipó e Parelheiros) abriram estradas, como a antiga estrada de Parelheiros (atual Av. Sadamu Inoue), que liga o Rio Bonito ao município de Embú-Guaçú, e que possibilitou a ocupação do vasto sertão que a cercava, regado por inúmeros cursos d’água e povoado pela imensa Mata Atlântica.

A partir dos alemães, Santo Amaro passa a ser considerado o "celeiro da capital", sendo o único município da província a produzir batatas, além de fornecer arroz, feijão, milho e mandioca a São Paulo. Também comercializavam no Mercado de São Paulo gado, aves, canela, lenha, madeira e carvão.

Eles fundaram vilas (Cipó e Parelheiros) abriram estradas, como a antiga estrada de Parelheiros (atual Av. Sadamu Inoue), que liga o Rio Bonito ao município de Embu-Guaçu, e que possibilitou a ocupação do vasto sertão que a cercava, regado por inúmeros cursos d’água e povoado pela imensa Mata Atlântica.

A região do Bororé localiza-se em território do antigo município de Santo Amaro, anexado à capital paulistana pelo interventor federal no Estado Armando de Salles Oliveira em 25 de fevereiro de 1935 pelo decreto estadual nº 6.983, rebaixando-a a subprefeitura do município de São Paulo, com o administrador nomeado pelo prefeito da Capital

Alguns bens que compõem o patrimônio desta região não apenas são testemunhos desse passado histórico, mas justificam a criação da APA, como é o caso da Casa de Taipa João Frederico Glasser e o Cemitério da Colônia.


Casa de Taipa

Durante os trabalhos de campo que estão sendo realizados para a elaboração do diagnóstico sócio-ambiental e cultural da área prevista para a criação de uma unidade de conservação, a APA Bororé, a equipe técnica da Seção Técnica de Unidades de Conservação localizou uma edificação de taipa de pilão, abandonada, parcialmente em ruínas e tomada por mata secundária em estágio inicial de desenvolvimento.

Esse imóvel está implantado junto à margem direita do ribeirão Bororé, afluente do rio Grande ou Jurubatuba (formador do rio Pinheiros), atualmente alagado pela Represa Billings.

Foi localizado na Avenida Kayo Okamoto, junto à sua confluência com a Rua Yoshio Matsumura, na Chácara Santo Amaro, Município de São Paulo, na Quadra Fiscal nº 27999100 e nas coordenadas UTM 23K 329.527E / 7.363.225N.

Conforme informação oral do sr. Isaías Bueno, 93 anos, morador do entorno, essa casa pertencia à sede da propriedade de seu sogro, José Reimberg, conhecido como Periquito. A Avenida Kayo Okamoto chamava-se Estrada do Periquito, em sua homenagem. Em épocas anteriores, foi conhecida como Estrada do Curucutu, ribeirão da mesma bacia hidrográfica, localizado a sudeste da área. Ainda conforme o informante, a propriedade pertence, atualmente, a Miguel Sposito.

Conforme o sr. Isaías, a via junto à qual está implantada a casa sede do Sítio do Periquito seguia para Colônia e Parelheiros. O antigo proprietário, José Reimberg, era descendente dos alemães que chegaram à área em 1827, para formar a Colônia Alemã de Santo Amaro, posteriormente denominada Colônia Paulista.

Atualmente, essa propriedade está entre os bairros do Bororé e de Colônia, ambos de ocupação reconhecidamente histórica e com bens arquitetônicos protegidos por legislação de tombamento: a Capela da Comunidade de São Sebastião, no Bororé e o Cemitério de Colônia.

Providências estão sendo tomadas junto ao 11º Cartório de Imóveis para localização do atual e dos antigos proprietários da área.

Em função da antigüidade presumida do bem e da preservação de sua ambiência rural e do solo de entorno, este também foi considerado como bem de interesse arqueológico e deverá ser registrado junto ao Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos - CNSA/IPHAN.

Em função da relevância do bem, foi realizada uma vistoria conjunta entre técnicos da SVMA e do Departamento do Patrimônio Histórico - DPH/SMC, quando foi realizado o levantamento métrico-arquitetônico preliminar pelos arquitetos Walter Pires e Lia Mayumi, do DPH.

Atualmente, o projeto vem sendo discutido no âmbito da Câmara Técnica de Turismo. Além do levantamento arqueológico da área, que deverá embasar e orientar todas as demais ações no Sítio no qual está inserido a Casa, os membros do Conselho e técnicos das Secretarias de Cultura e do Verde e Meio Ambiente, vem desenvolvendo os projetos de recuperação do imóvel e de visitação da área. É importante citar que a Casa de Taipa é um dos mais importantes atrativos da APA Bororé-Colônia, incluído, portanto em seus roteiros turísticos.

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