O Estádio Municipal de São Paulo é o resultado do crescimento da cidade nas décadas de 1920 e 30. Já nesta época o futebol atraia multidões para os acanhados campos do Palestra Itália e Corinthians Paulista. Cada vez mais industrializada e populosa, a cidade necessitava de espaços de lazer e esporte adequados às exigências da nova metrópole nacional. A construção do estádio, no Pacaembu, iniciada em 1936, desenvolveu a região, até então composta de pequenas chácaras e sítios.
Depois do dia 27 de abril de 1940 o futebol paulista e brasileiro nunca mais foram os mesmos. Naquela tarde, em que 15 mil atletas desfilaram para 80 mil pessoas, o Pacaembu abria suas portas pela primeira vez com as presenças do presidente Getúlio Vargas, do interventor Adhemar de Barros e do prefeito da capital, Prestes Maia, estava inaugurado aquele que era, então, o maior estádio da América Latina.
A bola rolou e nunca mais parou
No dia seguinte à inauguração, a rede balançou pela primeira vez logo a um minuto do primeiro tempo: Zequinha, do Coritiba, abriu a contagem do jogo inaugural, que terminaria com vitória do Palestra Itália por 6 a 2. Nestes 67 anos de futebol, craques de todos os times marcaram época, e muitos gols. Placar eletrônico:
Pacaembu, em Tupi, é sinônimo de terras alagadas. No lugar onde foi erguido o estádio, havia uma fonte de água.
Paulo Machado de Carvalho, que dá o nome ao estádio, foi o chefe da delegação brasileira na conquista da primeira Copa do Mundo, na Suécia, em 1958.
A concha acústica foi derrubada em 1970 para a construção do Tobogã, que hoje comporta 10 mil pessoas
A tenista brasileira Maria Esther Bueno, três vezes campeã em Wimbledon, comemorava seus títulos no Pacaembu.
O Palmeiras fez seu primeiro jogo no Pacaembu após mudar de nome. A partida foi contra o São Paulo, e valeu o título do Paulistão de 1940. No final, 3 a 1 para o Verdão.
71.281 é o público recorde do estádio, no empate em três gols entre São Paulo e Corinthians, em 1942. A partida marcou a estréia de Leônidas da Silva, o maior jogador brasileiro da época, no tricolor.
Em 119 jogos no Pacaembu, Pelé marcou 115 gols.
Complexo Esportivo ABERTO À POPULAÇÃO do Pacaembu abriga um complexo poliesportivo, que oferece várias atividades gratuitas para os paulistanos. Construído junto com o estádio, o centro esportivo já abrigou competições internacionais, como os Jogos Pan-americanos de 1963, e viu surgirem campeões, como o pugilista Éder Jofre (campeão mundial de boxe) e Adhemar Ferreira da Silva (bi-campeão olímpico do salto triplo).
Fazem parte do conjunto poliesportivo, a piscina, o ginásio de esportes, quadra externa e ginásio de Tênis, pista de cooper (ao redor do gramado), quadras cobertas no vão do Tobogã e uma quadra descoberta. Neste espaço são oferecidas aulas de condicionamento físico, ginástica, artes marciais, iniciação em Vôlei, Basquete, Futsal, entre outras.
Para participar das atividades, é preciso apenas fazer a carteira de usuário, apresentando na secretária um documento de identidade, uma foto 2x2 e comprovante de residência.
INVESTIMENTO
Nos últimos dois anos o Pacaembu vem recebendo diversas melhorias, visando a recuperação e modernização de suas instalações. Muitas delas não são visíveis, como a implantação da nova rede hidráulica, que gerou uma economia de 55% nos gastos com água, ou a substituição do sistema de cabos por fibra ótica e a implantação da rede de dados. Tanto nas pequenas como nas grandes intervenções, o objetivo é melhorar o atendimento a torcedores, usuários e profissionais que freqüentam o Pacaembu.
O resultado deste investimento foi a reabertura do estádio para grandes eventos. O Pacaembu voltou a receber os jogos dos campeonatos Brasileiro e Paulista, torneio Rio-São Paulo, Copa São Paulo de Futebol Juniores e Taça Libertadores da América. Principais melhorias no Estádio
Impermeabilização e pintura das marquises
Reforma de sete mil cadeiras
Recuperação da fachada monumental
Pintura das arquibancadas
Replantio do gramado
Reabertura do portão da entrada principal
Reforma das cabines de rádio
Reabertura do ginásio (início de 2004)
Respeito ao torcedor- O Pacaembu é um dos principais estádios brasileiros preparados para cumprir as obrigações do Estatuto do Torcedor, aprovado recentemente pelo Congresso Nacional. Muitas exigências da lei já são respeitadas, e a adequação a outras está sendo providenciada, como a numeração dos assentos e a instalação de 30 câmeras de monitoramento (cinco já estão em funcionamento). O Estádio tem condições de abrigar, com conforto e segurança, 37.952 pessoas sentadas. O Complexo Aquático volta a sediar torneios internacionais
Quando inaugurada a piscina do Pacaembu era uma das mais modernas da época. Um elevador conduzia ao trampolim os atletas que disputavam competições de salto. Com capacidade para três mil pessoas, a piscina sediou as competições de natação e saltos ornamentais nos Jogos Pan-americanos de 1963. Hoje, reformado e com moderno sistema de aquecimento, o complexo volta a sediar eventos internacionais, como a Liga Mundial de Polo Aquático. A piscina também refresca os usuários do Pacaembu durante a temporada. Aqui não se perde a memória
Desde 1994 o Pacaembu, incluindo a Praça Charles Miller, foi tombado pelo patrimônio histórico da cidade. Além da permanente manutenção e recuperação do Pacaembu, a atual administração criou o Centro de Memória, que está coletando dados, objetos, mobiliários e documentos que ajudam a contar e a preservar a belíssima história de 67 anos do Paulo Machado de Carvalho. O Bar do Tênis é um dos espaços mais charmosos do Pacaembu. A estátua da tenista Maria Esther Bueno (tri-campeão de Wimbledon na década de 60) recuperada, "guarda" a área destinada ao esporte.