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Copa do Mundo

Com a carreira marcada pela contusão no joelho, Leivinha também sofreu na única Copa em que participou. “Disputei a Copa da Alemanha, mas tive a infelicidade de me machucar na terceira partida, contra o Zaire, logo no começo do primeiro tempo”. O goleiro caiu em cima do tornozelo de Leivinha, que teve de ser engessado. “Tive uma torção muito forte e disse adeus à Copa”, lembra.

Em 1974, o comando da seleção já contava com duas figuras que também estarão presentes na Alemanha em 2006. Zagallo era o técnico do time naquela oportunidade e Parreira era o preparador físico. “Eu acho que o Parreira evoluiu muito. Não há necessidade do cara ter sido jogador de futebol para ser treinador. O Parreira é um estudioso do futebol, um cara que tem muita credibilidade junto ao jogador, o que é uma coisa muito importante”, elogia, ao mesmo tempo em que cobra, ajudando a aumentar a mesma pressão da qual foi vítima em 1974. “Com os jogadores que ele tem, é obrigado a fazer muito sucesso. Principalmente porque os jogadores confiam muito nele. Ele é um cara legal, um cara que não é traíra, como se diz no jargão do futebol. Isso é muito bom”, diz.

E o técnico de 74? Dá para acusar Zagallo de retranqueiro, como fez a imprensa especializada na época? “Nós não tínhamos a mesma equipe de 70. E aquela Copa tinha duas equipes superiores: a Holanda, que era um espetáculo em termos táticos e a própria Alemanha Ocidental, que além de jogar em casa, tinha uma grande equipe, bem diferente da Alemanha de hoje”, analisa Leivinha. O ex-jogador faz apenas uma ressalva quanto ao resultado final da Copa: “O Brasil deveria ter ficado em terceiro. Nós realmente éramos melhores que a Polônia”, completa.

Com o início da “outra” Copa da Alemanha amanhã, no entanto, o pensamento de Leivinha terá outro foco. Durante a festa de abertura, 170 campeões do mundo de todos os tempos, que já ganharam o mundial pelas suas seleções nacionais, estarão presentes. Entre eles, os brasileiros Félix, Coutinho e Mengálvio, campeões mundiais pelo Brasil e supervisores do Programa Mais Esporte em São Paulo, atuais companheiros de trabalho de Leivinha.

“São jogadores que fizeram história, são campeões do mundo. É evidente que tudo isso engrandece o Mais Esporte. Estou muito feliz com isso”, finaliza, provavelmente tendo certeza que este é o ponto importante: toda a experiência de Copas do Mundo, campeonatos brasileiros, campeonatos paulistas e outras centenas de jogos e torneios, sendo utilizada para levar o esporte aos campos da periferia paulista. Um pouco mais de esporte na vida de crianças e adolescentes carentes.