Boletim Epidemiológico DST/AIdS 2007 aponta queda no número de bebês infectados pelo HIV em São Paulo
21/05/2007 -
Saúde
A tendência de queda na transmissão vertical foi observada pelos técnicos da Secretaria Municipal da Saúde que analisam os indicadores da Aids na capital
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) lança hoje o Boletim Epidemiológico de Aids, HIV/DST e Hepatites B e C do Município de São Paulo de 2007. O principal destaque é a queda no indicador de transmissão vertical do HIV, que ocorre quando o vírus se transmite diretamente da mãe para o filho no momento do parto ou durante a amamentação. Desde 2002, se observa um processo de redução contínua neste item. Naquele ano, de todos os casos acompanhados pela SMS, 3,54% foram confirmados soropositivos. Em 2003, o número caiu para 2,36% e, em 2004, chegou a 2,08%.
O levantamento divulgado toma como referência o ano de 2004, pois, conforme o Ministério da Saúde, o resultado do tratamento clínico do HIV em pediatria só pode ser avaliado após, no mínimo, 18 meses de acompanhamento da criança. Os números de 2005 coletados até o momento também sugerem a manutenção do declínio desse indicador em São Paulo.
O Boletim Epidemiológico de DST/Aids - 2007 também traz uma novidade na forma de análise dos dados. Pela primeira vez, o estudo traz informações atualizadas sobre os casos de Aids em pessoas residentes no Município de São Paulo dentro de um mesmo ano. No caso, o trabalho se refere ao período de janeiro a dezembro de 2006. Esta mudança permitirá aperfeiçoar o trabalho de monitoramento da evolução do HIV e da Aids na capital.
Os números indicam que no ano passado foram notificados 1720 novos casos de Aids (1113 homens e 607 mulheres), em São Paulo. O Boletim 2007 aponta uma queda progressiva do aparecimento de novos casos da doença em ambos os sexos. No entanto, ela é mais acentuada no sexo masculino. Em 1985, para cada 26 homens infectados havia uma notificação de contágio em mulher. Desde 1997, essa razão passou a ser de dois por um, com tendência à equivalência.
Os dados mostram ainda a diminuição do número de casos de Aids na faixa etária de 20 a 29 anos e um aumento da proporção de notificações na faixa de 50 a 59 anos. A queda no número de óbitos por Aids, observada desde 1995, se mantém: de 2005 a 2006, ela foi de 15,4%. A taxa de mortalidade apresenta tendência de queda, em ambos os sexos. Porém, a redução entre os homens é três vezes maior do que entre as mulheres: de 13,3 para 10,7 em homens e de 4,95 para 4,61 em mulheres.
Com relação à forma de transmissão, o levantamento indica que a proporção de casos entre homossexuais se mantém estável desde o ano 2000 e os casos notificados entre usuário de drogas injetáveis (UDI) vêm diminuindo nos últimos três anos, porém, há um aumento de casos entre os heterossexuais.
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