Teatro da Vila - programação Julho 2008
23/06/2008 -
Pinheiros
Teatro da Vila – Escola Estadual Desembargador Carlos Maximiliano
Rua Jericó, 256 – Vila Madalena – CEP: 05435-040
e-mail: teatrodavila@gmail.com
De 1 de julho a 27 de julho 2008.
TERÇA a SEXTA às 20h30, SÁBADOS e DOMINGOS às 16h e 20h30
Ingressos: R$ 10,00 e estudante R$ 5,00
Lotação: 130 lugares
O TEATRO DA VILA é um espaço de difusão cultural dentro de uma escola pública.
Essa é a proposta do Teatro da Vila, um espaço localizado dentro de uma escola pública na região da Vila Madalena, que desde agosto de 2007 recebe diferentes grupos de teatro e espetáculos.
Essa programação pretende manter um teatro onde se encontram manifestações artísticas em geral, seja teatro adulto e infantil, música popular e instrumental, dança, palestras, filmes, cursos de teatro, entre outros.
O Teatro tem potencial para ser um centro de difusão dessas artes e está no momento de reestruturação na sua programação e na formação de público e técnicos para manter o espaço em condições de atender, como recurso pedagógico aos alunos da escola.
Localizado no coração da Vila Madalena, dentro da Escola Estadual Carlos Maximiliano, o Teatro da Vila surgiu como uma das primeiras ações do Desafio Max, uma comissão de estudantes, professores, pais, parceiros e moradores da Vila Madalena, criada para evitar o fechamento da escola.
PROGRAMAÇÃO – JULHO 2008
TERÇAS TEATRAIS NA VILA às 20h30
Coordenação: GUILHERME MARBACK da CIA VACANTES
Espetáculos teatrais de grupos independentes de diferentes formações e propostas artísticas.
01 de julho - "O Direito ao Grito"
Grupo Cia Meses
Livre adaptação de "A Hora da Estrela" de Clarice Lispector.
Texto: Cia.Meses e Ana Flávia Chrispiniano
Direção: Cia.Meses e Ana Flávia Chrispiniano
SINOPSE
“O Direito ao Grito” é uma peça livre inspirada no livro “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector. A história conta o drama da vida da personagem Macabéa na cidade grande e suas expectativas de um futuro melhor. Um romance entre a realidade e o delírio e sobre o desamparo ao qual todos estamos entregues.
08 de julho - "Dois Meios"
Grupo da USP
SINOPSE
Homens e mulheres não são tão diferentes e seus sentimentos e emoções são muito próximos, assim ele e ela trocam seus textos, o eu-lírico está sempre trocado. Tais alterações buscam refletir não uma diferenciação de gênero, mas o contrário, uma igualdade de humanidade.
Neste trabalho o espectador é convidado a adentrar num universo imaginário, fantasias e ilusões. Nesse sistema de imersão o espectador é um observador com acesso a mais de um ponto de vista.
O espaço bipartido, separando homens e mulheres e cada qual assistindo ao gênero contrário ao seu, mas utilizando os textos opostos, visa a questionar as diferenças sem ter que ressalta-las excessivamente.
15 de julho- "O Agreste"
Grupo Outra Coisa
Texto: Newton Moreno
SINOPSE
Esta é a história de um casal muito castigado pelo nordeste que se apaixonaram loucamente. Eles eram incapazes de se aproximarem, tímidos como caramujos, mas existia algo no amor deles que não podia acontecer, mas aconteceu. Ficavam de frente um pro outro e os olhos não se prendiam num abraço de jeito maneira.
Parecia que tudo estava bem, mas uma grande surpresa estava por vir a partir da morte de um deles. Emoção e humor se entrelaçam nesta diferente história de amor.
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22 de julho - "No Banheiro"
Grupo Bando do Pé Rachado
Texto e direção de Jefferson Lima
SINOPSE
“No Banheiro” retrata de forma divertida e despretensiosa as neuroses e futilidades do universo feminino, vivenciado por uma mulher no interior do banheiro de seu namorado. O espetáculo aborda certos comportamentos levando o público a pensar sobre determinadas situações na medida em que se identifica com as personagens.
29 de julho - "Ensaio Sobre a Insanidade"
Grupo Triskelion
Texto: Criação Individual
Direção Geral: Luana Palasadany
SINOPSE
Literalmente como forma de “Ensaio”, o Espetáculo terá como base as pesquisas em cima do tema “Insanidade”.
A Cia irá encenar pequenas esquetes relacionadas ao tema criadas individualmente.
“... O Poeta ama, e isso é fato! Ama com loucuras e desejos e também ilusões. O Louco ama a seu modo. E realiza desejos sem medos. Esse Poeta / Louco vive e “enlouquece”.
E os grandes desatinos são as maiores paixões. Enlouquecendo, ele escreve: Ilusões, Realidades e Contos.
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QUARTAS REGIONAIS NA VILA às 20h30
Coordenação: VICTOR BATISTA e ASSOCIAÇÃO RASO DA CATARINA
Shows musicais que acolhe e leva o ouvinte em uma viagem às suas origens e ao seu verdadeiro “Ser Caipira” .
02 de julho: VICTOR BATISTA
Victor Batista é compositor, cantor, violeiro, pesquisador da Cultura Popular e produtor musical; mineiro da região da Zona da Mata lança o seu primeiro CD “Além da Serra do Curral”.
A Viola Caipira é o instrumento mais presente neste cd e remete à sua história através de arranjos que reencontram com suas referências, suas raízes e faz um passeio entre o universo da música brasileira e Ibérica, com melodias que demonstram o parentesco mais próximo da Viola com sua origem européia.
Em seu show, Victor Batista apresenta algumas das suas composições inéditas e releituras de compositores já consagrados como: Tião Carreiro, Raul Torres, Rolando Boldrin, Zequinha de Abreu, Paulinho Pedra Azul, Almir Sater, Milton Nascimento, Beto Guedes, Chico Buaque, entre outros, fazendo variações de ritmos do universo musical sem perder a originalidade do som da Viola Caipira.
09 de julho: LEVI RAMIRO
Levi Ramiro é natural de Uru, pequena cidade do interior Paulista, hoje residente em Pirajuí, o violeiro e artesão tem sua trajetória marcada inicialmente pelo violão que o acompanhou nas primeiras composições e nos primeiros festivais. Como a maioria dos músicos e compositores Brasileiros, Levi Ramiro também aposta na mistura, influenciado a princípio pela viola caipira, a viola cabocla, aquela de alma campesina; ele traz também elementos da música urbana, e vai sem pressa montando seu mosaico de pedras coloridas que recolhe pela vida, mostrando de maneira singela como vê e sente o mundo nos dias de hoje.
Levi Ramiro trabalhou como metalúrgico e nesta profissão desenvolveu algumas habilidades manuais, obteve também conhecimentos que de certa forma colaboraram para a realização de um velho sonho, o de fabricar seu próprio instrumento.
16 de julho: CLÁUDIO LACERDA
Formado em zootecnia, passou vários anos dividido entre a carreira técnica e a vida artística. Em 2000, decidiu pela arte, sem se afastar das referências rurais. Descendente de mineiros, sempre esteve ligado, por influência familiar à música regional, elo reforçado no período em que realizou sua graduação, em Botucatu, SP, conhecida como um dos berços da música caipira paulista (de lá saíram Raul Torres, Angelino de Oliveira e Serrinha). A carreira solo se efetivou com o CD “Alma Lavada”, produção independente lançada no Theatro São Pedro.. Em 2004, Cláudio venceu em primeiro lugar o I Prêmio Nacional de Excelência da Viola Caipira, na categoria de melhor intérprete.
23 de julho: AMAURI FALABELLA
Amauri Falabella é natural de São Paulo, ligou-se à música desde a infância por influência de seu pai com quem aprendeu os primeiros acordes do violão. Mais tarde teve contato com vários estilos musicais como o de Elomar, Xangai, Vital Farias e Dércio Marques (hoje intérprete de algumas composições de Amauri) que muito contribuiu para definir seu próprio estilo e é considerado por Dércio Marques como um "Trovador". Atravessa um excelente momento de sua carreira, sendo que a música Brincos recebeu o Prêmio Especial pelo júri popular no FESTIVAL DA MÚSICA BRASILEIRA 2000 da Rede Globo. Lançou seu primeiro CD "Ciranda Lunar" em 2001.
30 de julho - João Bá
Nasceu na cidade de Crisópolis, no sertão da Bahia. Canta e escreve desde os doze anos.
Tem mais de duzentas músicas, muitas delas, gravadas por artistas de grande importância no cenário musical brasileiro como:Hermeto Paschoal, Almir Sater,Diana Pequeno, Dércio Marques, Marlui Miranda,Oswaldinho do Acordeom, entre outros.
É hoje, um dos mais respeitados cantadores vivos na Bahia, Minas Gerais e São Paulo.
João Bá, não é apenas um grande acontecimento musical. É um sopro, levando seiva nova a toda cultura brasileira; recria em avassaladora textura musical, o que o Brasil tem de mais grandioso em ritmos e sons.
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QUINTAS MUSICAIS NA VILA
Coordenação: BETÃO AGUIAR da ELETROCOOPERATIVA e RENATO DIAS da KOLOMBOLO DIÁ PIRATININGA
Shows de música brasileira com diversidade, criatividade, beleza e ritmos.
03 de julho: CHICO SALEM
Chico Salem, é cantor, compositor e violonista, paulistano que, desde 1994, vem apresentando suas composições em casas de show de São Paulo e lança agora, em 2002 seu primeiro CD solo, intitulado "01". De março de 2000 a maio de 2001, Chico Salem esteve em estúdio elaborando seu álbum de estréia que traz doze canções inéditas do compositor e que conta também com as participações especiais de Arnaldo Antunes, Chico César, Marcos Suzano e Paulo Freire,
O CD independente, que está sendo lançado acompanhado do show "01", busca fundir raízes da canção brasileira com elementos de percussão e samplers num híbrido de vanguarda e tradição.
10 de julho: KOLOMBOLO DIÁ PIRATININGA apresenta neste projeto a história do samba paulista, do samba de bumbo ao samba rock, trazendo convidados que contarão suas histórias dentro do cenário do samba da paulicéia. 20h: Exibição de documentário sobre o samba paulista 20h30: Roda de Bumbo do Kolombolo diá Piratininga
Release: Na sua roda de samba, o Kolombolo diá Piratininga faz uma viagem pela história e pela memória do samba paulista, mostrando composições, ritmos e danças que dão a sua característica, como o samba de bumbo, os cordões carnavalescos e a tiririca.
17 de julho: FEFÊ GURMAN
Entre os anos de 1998 e 2004, o cantor e compositor Fefê Gurman desenvolveu sua veia artística no berço de grandes músicos brasileiros, a Bahia. Junto a nomes importantes da cena local, como Ari Moraes, Catapulta, Paulinho Boca de Cantor, Luis Galvão e Emanuele Araújo, suas composições, conquistaram músicos renomados e o público.
Com um trabalho que passeia pela bossa nova, funk, reggae e rock, suas composições hoje fazem parte do repertório de artistas como Ivete Sangalo, Preta Gil, Lenine, Carla Visi e Bruno Masi, entre outros.
Hoje, Fefê Gurman é um requisitado compositor da nova geração, e continua cedendo suas obras para diversos intérpretes, além de participar como percussionista de projetos como os discos da aclamada cantora Cibelle, do produtor musical Apollo 9 e do músico Davi Moraes.
24 de julho: KOLOMBOLO DIÁ PIRATININGA
8h: Exibição do documentário sobre o grupo Clube do Balanço e o gênero samba-rock 8h30: Roda de samba do Kolombolo. Convidado: Marco Mattoli Release: Na sua roda de samba, o Kolombolo diá Piratininga faz uma viagem pela história e pela memória do samba paulista, mostrando composições, ritmos e danças que dão a sua característica, como o samba de bumbo, os cordões carnavalescos e a tiririca
31 de julho: MARCELO JENECI
Marcelo Jeneci é um compositor que, como poucos, têm o trabalho calcado em sua própria vivência musical. Instrumentista desde muito cedo, comemora com apenas 25 anos de idade seus dez anos de estrada como músico acompanhante de diversos nomes da música popular brasileira. Agora, alça vôos mais longos através de suas próprias canções e de sua linguagem musical apurada.
O repertório de seu show é construído com músicas inéditas compostas pelo próprio Jeneci, muitas delas com parceiros como Zé Miguel Wisnik, Arnaldo Antunes, Vanessa da Mata, Luiz Tatit e Chico César, entre outros. Para dar vida às canções, a companhia de Régis Damasceno (baixo), Curumim (bateria) e Laura Lavieri (voz e violoncelo) no palco tornam-se imprescindível.
Em 2008, as músicas inéditas apresentadas no show do próximo dia 31/07, no Teatro da Vila, devem compor um disco autoral. É acreditar para ver!
DJ PROFESSOR, antes de cada show o projeto Filosofia Musical
FILOSOFIA MUSICAL é um projeto interdisciplinar que visa levar para a sala de aula e para o rádio uma experiência musical reflexiva que busca o limite entre o entretenimento, a filosofia e a história da música e a partir daí, tecer um fio condutor usando a música e o instrumento musical como referência e metáfora de temas ligados ao ser humano, seus valores, sua história e sua condição atual. Usando como âncora a figura do DJ Professor, o projeto pretende levar de forma ágil e divertida, informações que podem ser úteis para a formação dos jovens e para uma maior compreensão da música e da história cultural brasileira.
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SEXTAS SARAU DA VILA às 20h30
Coordenação: ALESSANDRO AZEVEDO da ASSOCIAÇÃO RASO DA CATARINA
Um encontro com a diversidade de todas as artes: teatro, música, rádio, cinema, poesia, bate-papos, circo, dança e muita diversão poética.
4 de julho: PRÊT-À-PORTER: COLETÂNEA UM
O diretor Antunes Filho criou há dez anos atrás a série Prêt-à-Porter realizadas por atores do Centro de Pesquisa Teatral (CPT). Essas montagens reúnem cenas curtas, levadas por dois atores apenas. Nesta mostra COLETÂNEA UM será apresentada duas peças: “A Filha do Senador” e “Ponto sem Retorno”, criadas e co-protagonizadas pelo ator Marcelo Szpektor.
11 de julho: CINE COMENTADO
Curtas-metragens exibidos e comentados pelos seus diretores.
“ESPETO” de Guilherme Marback e Sara Silveira
“UM RAMO” de Juliana Rojas e Marco Dutra
“SETE VIDAS, O FILME” de Marcelo Spomberg e Zé Mucinho
18 de julho: SARAU DO CHARLES O SARAU DO CHARLES O Sarau do Charles é sucesso de público desde 1996 e reúne poetas, mímicos, bailarinos, contadores de histórias, palhaços, atores, circenses, músicos, percussionistas, profissionais e amadores, iniciantes e renomados. Foi o primeiro sarau multicultural da cidade, o primeiro a apresentar diversos gêneros artísticos em uma mesma noite. É um espaço experimental com o objetivo de valorizar novos e grandes talentos e proporcionar ao público um programa cultural que se renova a cada apresentação.
25 de julho: O SHOW É RÁDIO com ASSIS ÂNGELO
Jornalista, escritor, compositor, pesquisador e estudioso da cultura popular. Nasceu e se criou na capital paraibana. Ex-colaborador de inúmeras publicações, entre as quais O Pasquim e A Tribuna da Imprensa, do Rio de Janeiro; Movimento, de São Paulo e CooJornal, de Porto Alegre. Produziu e apresentou pela Rádio Capital o programa "São Paulo, Capital Nordeste", que se tornou líder de audiência e referência nacional por mais de seis anos. Em 1998, foi agraciado com o título de Cidadão Paulistano pela Câmara Municipal de São Paulo. Lançou o CD Assis Ângelo Interpreta Poetas Brasileiros, ao lado de grandes artistas nordestinos. Apresentou durante dois anos o programa cultural Tão Brasil pela allTV, a primeira TV pela Internet do País, período em que também assinou uma coluna diária no portal de música Musicnews.
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SÁBADOS e DOMINGOS às 16h TEATRO INFANTIL NA VILA
Coordenação: ALESSANDRO AZEVEDO da ASSOCIAÇÃO RASO DA CATARINA
Neste mês, teremos apresentações de espetáculos circenses contrastando o circo tradicional com o contemporâneo
5 e 6 julho:
O Circo Chegou! - Sarau do Charles
Cia Galpão Raso da Catarina
A Associação Raso da Catarina promove a circulação do projeto “O Circo Chegou! - Sarau do Charles” na capital e em outras cidades do estado de São Paulo, reunindo diferentes modalidades artísticas neste espetáculo que foi inspirado no tradicional Sarau do Charles realizado há 12 anos. A cada edição, os espectadores assistem a um pequeno panorama da cultura brasileira mesclada ao bom humor e às artes circenses.
Cia Raso da Catarina leva às ruas atrações tradicionais do universo circense em um espetáculo cheio de cores, música, dança e muita alegria: No “Circo Chegou – Sarau do Charles”, a liberdade de expressão e a diversidade cultural presenteiam o público com um show singular e emocionante! Os palhaços Charles e Tchutchuco invadem o picadeiro com intervenções de improviso e esquetes cômicas, costurando as atrações do espetáculo: Charles, astuto e provocador, e Tchutchuco, simpático e ingênuo, conquistam habilmente a cumplicidade da platéia. O espetáculo conta com o som ao vivo da viola caipira (dez cordas) de Victor Batista, do acordeon de Cristiano Meireles e da percussão de Marinaldo Marques, que trazem desde o cancioneiro popular brasileiro, da Folia de Reis e da Ciranda de Roda, até a música Cigana, passando ainda pelo hip-hop, propondo com a música, a relação entre os artistas e o público. O Sarau apresenta também Jeff, O Mágico, que guarda surpresas à platéia, o tradicional malabarista Prego com números de tirar o fôlego, e a FARC, “Frente Acrobática Raso da Catarina” com Anderson de Jesus e João Batista misturando a dança de rua, ou break, com as acrobacias circences. Naima Yazbek dá graça e delicadeza ao espetáculo com uma belíssima coreografia de dança do ventre difundindo a cultura árabe.Respeitável público... o circo chegou! 12 e 13 de julho : “Lá Vem Picolino”
Cia Anjos Voadores
Direção: Willams Aris
Dois palhaços transportam o público aos recônditos mais esquecidos pelos homens quando se tornam adultos. Lugares onde se esconde a simples alegria de viver, onde guardamos a fantasia, o lúdico, a gargalhada espontânea. Duas gerações se encontram: os jovens palhaços Fusca Fusca e Picolino, na sua melhor idade (85 anos). Vivem juntos no palco a troca de humanidade e alegria, mostrando que o riso e o bom humor são a solução para problemas de todas as idades.
Com este espetáculo, os atores pretendem lembrar o público que seu lado lúdico, talvez o mais saudável e prazeroso do indivíduo, nunca deve morrer. Pretendem também mostrar que podemos viver melhor aliando o bom humor ao nosso cotidiano tão tumultuado, num tempo denominado "moderno", em que não é permitido errar, em que a competição está presente a toda hora no trabalho, no trânsito, nas ruas, e até mesmo dentro das casas.
19 e 20 “Circo Amarillo”
A cia argentina de 15 anos de carreira artística internacional, tem um variado repertório de espetáculos e números circenses. Demonstra uma estética singular e própria que diferencia no tempo transcorrido de sua carreira.
Atualmente , desenvolve dois projetos de circo-teatro: um EXPERIMENTO CIRCO e o outro SEM CONCERTO, onde o circo, o clown a música e a dança são os condutores do espetáculo.
Os artistas também sócio-fundadores do Circo Zanni e realizam temporadas em lona própria percorrendo diferentes partes do Brasil.
26 e 27 de julho:“Picoly” – Benedito Sbano Aos 17 anos eu já era o clown de meu pai, que foi o primeiro palhaço Picoly. Há 50 anos atrás substitui-o “pintando a cara” e herdando seu nome artístico. Desde criança a lona foi meu céu e o picadeiro minha vida. Toda uma existência dedicada ao circo, e fazendo crianças e adultos sorrirem. Sou dos tempos dos Circos-Theatro, que me recordo com muita saudade. Sou também ator. Patriarca de uma família de 50 pessoas, todas em atividade circense. Se eu tivesse que colocar um título neste espetáculo seria: Alegria!...Alegria!...Alegria!... E é justamente o que vai ser, um show de alegria com figuras mais importantes e imprescindíveis do circo: os palhaços! Uma seqüência de cenas cômicas em situações diversas e engraçadas. Seria o encontro do tradicional com o contemporâneo, o primeiro (Picoly) com roupas grandes, colarinho largo que sobe e desce e uma bengala grossa no braço; o segundo (Joinha) de roupa justa colorida, mas também engraçado.
Eu não diria o encontro do velho com o moço, porque na verdade o artista não envelhece, gasta-se apenas.
Enfim: Alegria...Alegria...Alegria!... __________________________________________________________________________________
SÁBADOS e DOMINGOS às 20h30 - TEATRO ADULTO NA VILA
5, 6, 12 e 13 de julho: “Novos Velhos Dias”
Novos Velhos Dias
de Reinaldo Maia
Em sua mais nova peça, o renomado dramaturgo Reinaldo Maia cria um mosaico cultural, onde referências aos filmes “Inteligência Artificial”, “Tempos Modernos” e “Luzes da Ribalta” dialogam com a dramática história do último ator humano existente no planeta que é substituído por uma atriz robô perfeita, com talento, beleza e capacidade de amar. O que não se espera, mas inevitavelmente acontece é que a atriz robô se apaixona pelo ator humano, ao invés de amar incondicionalmente apenas sua dona, uma mulher que comanda uma casa de espetáculos onde ambos se apresentam. Seria capaz o ator humano de retribuir o amor da atriz robô, mesmo que esta seja o motivo de sua degradação?
Assim, são discutidos ao longo da história os seguintes temas: velho versus novo, homem versus robô, revolução versus tradição e social versus individual.
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