Bairro-Escola: novas trilhas do conhecimento
23/06/2008 -
Pinheiros
Conceito une educação, cultura e outras áreas.
Conheça melhor a proposta e veja como você pode participar.
A rua como extensão da escola. Essa é a filosofia do Bairro-Escola, projeto desenvolvido pela ONG Cidade Escola Aprendiz. Segundo ele, o processo educativo pode apropriar-se da rua, potencializar pessoas e espaços, criando um terreno fértil para projetos que podem transformar o futuro de pessoas.
Mas como assim, apropriar-se das riquezas da rua? Pois é, o projeto funciona da seguinte maneira: primeiramente é realizado um mapeamento do bairro, para descobrir suas potencialidades e de que maneira podem contribuir para formação educativa e cultural dos moradores e das crianças que freqüentam as escolas do bairro, formando uma rede de atores sociais dispostos a ajudar.
Trabalhar em rede é acrescentar o maior número possível de atores sociais, escolas, teatros, postos de saúde, associações de bairro, munícipes, empresas privadas, poder público, meio do mapeamento das potencialidades do bairro.
A idéia é transformar praças, muros ou até mesmo espaços vazios em lugar de aprendizagem. Essas pequenas iniciativas em conjunto fazem uma grande diferença. A Sala Sambatá, por exemplo, administrada pela ONG Associação Sambatá Música e Cultura e G.R.R.C. Kolombolo diá Piratininga, é cedida para aulas de teatro ministradas por arte-educadores da Associação Cidade Escola Aprendiz, durante as tardes de quarta e quinta-feira.
“O projeto é focado na educação, mas uma educação integral. Para que isso seja possível, precisamos resolver problemas de saúde, familiares e psicológicos das crianças e adolescentes” diz Solange Ribeiro, da Associação Cidade Escola Aprendiz.
O projeto começou há cerca de oito anos, no boêmio bairro da Vila Madalena, que além de abrigar a sede da ONG, é um cenário perfeito para iniciar essa filosofia da rua como palco de ensino. Os ateliês de arte, teatros e bares enfatizam a presença da cultura no bairro, que se transformou em uma escola a céu aberto.
Uma prova disso é o Beco Escola, projeto que funciona como uma galeria de arte a céu aberto, com espaço para os grafiteiros e para as pessoas que gostam de andar de skate. Já a Praça Aprendiz das Letras é utilizada para sessões de cinema ao ar livre. São pequenas iniciativas como essas que, em conjunto, acabam fazendo uma grande diferença na formação desses jovens.
Com o sucesso do modelo na Vila Madalena, a Subprefeitura de Pinheiros está interessada em estender o Bairro-escola aos demais distritos de sua região. No Brooklin está ocorrendo um mapeamento para descobrir as potencialidades do bairro, criando um cenário fértil na criação de projetos educativos e culturais.
“Cabe à subprefeitura acompanhar os projetos, disponibilizar informações, ajudar a articular os diferentes projetos e atores sociais, além de se atentar aos processos participativos existentes, que darão subsídio à formulação de nossas políticas públicas”, afirma Piatã Stoklos, Supervisor de Cultura da Subprefeitura.
O projeto que começou na Vila Madalena viajou o Brasil e virou política pública. Até agora, Belo Horizonte e Nova Iguaçu já adotaram o Bairro-escola. A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) até declarou, em 2005, que o programa tem viabilidade de ser aplicado mundialmente.
Quer conhecer mais sobre o projeto? Entre no site www.bairroescola.org.br e descubra como você também pode se tornar um parceiro.
Mariana Souza
Assessoria de Imprensa
Subprefeitura de Pinheiros
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