Itaquera comemorou, no último domingo, a 30ª edição da Festa das Cerejeiras
05/08/2008 -
Itaquera
No último domingo, dia 3/8, aconteceu, das 9h às 16h, a 30ª edição da Festa das Cerejeiras no Parque do Carmo. O evento é organizado anualmente pela Federeção de Sakura e Ipê do Brasil
No último domingo, 3/8, foi realizada a 30ª edição da Festa das Cerejeiras, no Parque do Carmo. A exemplo dos anos anteriores, o evento atraiu muita gente. O Subprefeito de Itaquera fez questão de prestigiar o evento.
Já o prefeito de São Paulo na impossibilidade de comparecer, foi representado pelo Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente.
Este é um dia especial, no qual os nipônicos resgatam a tradição HANAMI, que significa o ato de olhar as flores e sentir a carícia de suas pétalas no rosto. De acordo com os hábitos japoneses, o culto ao HANANI transmite paz interior. A flor de cerejeira é a flor símbolo dos nipônicos.
O evento é realizado todos os anos, no mês de agosto, pela Federação de Sakura e Ipê do Brasil. Além do espetáculo proporcionado pela floração do Ipê, o público contou com dança e comida típica japonesa, como mandys (doce recheado com massa de feijão azuki) yakissoba, udon (macarrão ensopado), sakura moti, tempura e dorayaki.
O público contou ainda com barracas de comida brasileira, como o tradicional churrasco. Há 14 associações japonesas da região Leste envolvidas com o projeto do evento. No Parque do Carmo existem vários tipos de flores de cerejeira plantadas. No total, são aproximadamente 1.500 pés de árvores.
A História
A festa que celebra o cultivo da sakura (cerejeira - planta nativa do Japão) no Brasil, a Sakura Matsuri, teve história muito importante para os descendentes japoneses que moram aqui. A flor que tem tradição forte no Japão teve projeto de cultivo somente em 1974 pelo senhor Matsuba, que residia na Zona Leste da capital de São Paulo.
Matsuba queria um terreno no Parque do Carmo para plantar as cerejeiras e trazer para as comunidades próximas um pouco de sua cultura. Com a idéia e o plano traçado foi até o prefeito de São Paulo da época, Miguel Colassuono, e pediu a liberação do terreno para a compra. Sensibilizado, o prefeito cedeu à solicitação.
A partir daí começou o plantio das árvores cerejeiras no local. As sementes trazidas do Japão não vingaram no solo brasileiro. Só depois, com a vinda de mudas da flor, pode-se dar início ao que seria no futuro uma celebração.
Posteriormente, foi fundada a Associação da Cerejeira do Parque do Carmo, que abraçou todas as comunidades ao redor. Hoje a Associação deu espaço para a criação da Federação de Sakura e Ypê do Brasil.
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