Conhecida marmoraria de São Paulo, especializada em construção e montagem de monumentos funerários. Executou para Vicente Larocca um grupo escultórico em bronze, de 7m de altura, que se encontra na Rua 37 do Cemitério da Consolação.
Na mesma rua em que se encontra esse grupo escultórico executou a montagem de uma notável réplica miniaturizada de uma catedral gótica, um mármore de carrara, com 12,50m de altura, contendo detalhes que lhe são inerentes. Este último trabalho, vindo da Itália, é de autoria não determinada.
Dentre as obras de valor histórico e artístico do Cemitério da Consolação destaca-se o bronze, em oval (década de 80 do século XIX) no Mausoléu dos Chapeleiros da Fábrica de Chapéus João Alfredo, de AUTORIA NÃO DETERMINADA, onde se vê a fábrica, a maior do gênero em São Paulo na época, situada no local, onde atualmente está localizada a estação do Metrô Anhangabau.
A escultura mostra o córrego que vinha da Ladeira da Memória e levava água para a fábrica, à direita as plantações de chá (origem do nome dado ao viaduto), um filete ao alto, que representa o córrego Anhangabau (que deu nome ao vale), e o córrego Saracura-Mirim (nome das aves pernaltas existentes na região), cuja nascente ficava no Bexiga.
A capela do Barão de Antonina (João da Silva Machado) construída em 1860, em mármore, de AUTORIA NÃO DETERMINADA, encontra-se em perfeito estado de conservação. O brasão de armas do titular do Império mostra o leão rompante, símbolo heráldico, segurando o missal e um terço. O leão está catequizando um índio, depondo as armas em sinal de submissão.
É de se ressaltar que o Barão de Antonina que era tropeiro, por onde passava, no trajeto do Rio Grande do Sul a Sorocaba (local das feiras de animais) fundava povoações e procurava atrair os indígenas para a religião católica.
Foto: Miniatura da Catedral de Milão - Cemitério da Consolação , Rua nº 37, Terreno Nº 1/2
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